sábado, 27 de março de 2010

Dois pesos e duas medidas...

Essa semana o Brasil todo (ou quase) está acompanhando o julgamento do casal Nardoni, acusado de ter assasinado a própria filha (dele), jogando-a da janela do apartamento em que o casal em questão morava.

Em um processo como este, que levou à comoção nacional, a imprensa não para de abordar o tema, e a sociedade (muitas vezes motivada pela própria imprensa), já dera o seu veredito para o casal: culpado.

Não estou com isso defendendo o casal, muito menos acusando, esse papel cabe ao Judiciário, mas aqui, coloco-me a observar a posição da imprensa neste e em outros casos. É certo que a mídia escolhe seus vilões e mocinhos e estes, os transforma em maus da noite para o dia e o povo, compra suas ideias (da mídia, claro) de maneira quase imediata e total.

Há alguns anos, o cantor Belo fora condenado pelo crime de associação para o tráfico, por conta de uns telefonemas que ele supostamente teria dado negociando a compra de uns "tênis" (que na linguagem do tráfico significa fuzil). O caso ganharia notoriedade e o cantor teria sido "condenado" pela mídia antes mesmo de ser julgado (cabe ressaltar que o mesmo fora condenado pela Justiça, ou seja, segundo o Judiciário, ele realmente cometera tal delito).

Semana passada, dois dos mais importantes jogadores de futebol do Clube de Regatas do Flamengo (clube mais popular do país e, por isso, quase sempre protegido pela mídia) tiveram seus nomes envolvidos em casos semelhantes ao do cantor: um, supostamente, teria sido escoltado por traficantes em uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro e o outro (também supostamente) teria dado uma moto à mãe de um dos traficantes mais perigosos da capital fluminense. Obviamente, os dois fatos foram negados.

Ora, certamente o assunto cairá no esquecimento, pois a imprensa já aceitou a inocência de ambos, tratando o caso como um equívoco. Não estou aqui acusando os desportistas, apenas gostaria de viver em um país onde a imprensa não tivesse dois pesos e duas medidas...
P.S.: Escrevi essas linhas antes de saber o resultado do julgamento. A Justiça condenou o casal a pena de prisão. Ele a uma pena de 31 anos e ela 26.

domingo, 21 de março de 2010

Ayrton Senna do Brasil!

Toda criança tem seus ídolos e, é claro, quando eu era uma, também tinha os meus... minha mãe, meus irmãos... esses eram meus ídolos de infância, meus ícones, exemplos e espelhos.

Porém, quando foi crescendo, aprendi a admirar um outro ser, um cara que nos dava alegrias a quase todas as manhãs de domingo. Com ele, o Brasil era mais verde e amarelo (até por que, ele carregava as cores de nossa bandeira) e, hoje, 21 de março, se vivo fosse, faria cinquenta anos.

Sei que qualquer um, se vivo fosse, chegaria a qualquer idade, mas Ayrton Senna não era um qualquer... ele simplesmente, 16 anos depois de sua morte, ainda é lembrado por muitos como um dos maiores esportistas brasileiros de todos os tempos... e ainda muitos, assim como eu, temos por ele um profundo sentimento de admiração.

Hoje, no dia em que comemoraria seus cinquenta anos, eu retorno a esse espaço, para dizer, um muito obrigado, a um dos meus ídolos de infância / adolescência. Valeu Senna, por ter nos proporcionado muitos momentos de alegria, por ter feito o povo brasileiro ser feliz, mesmo que algumas horas, mesmo que com tantas adversidades...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Primeiras desculpas...

Caríssimos, em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas pela longa inatividade nesse espaço... andei meio enrolado com uma série de outras atibuições e atribulações, mas, enfim, agora estarei de volta, tenho um monte de assuntos pra trazer para esse espaço e espero, em breve, poder compartilhar com vocês algumas opiniões.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sempre Mais do Mesmo...

Mais um escândalo envolvendo políticos em Brasília...
O calor continua infernal no Rio de Janeiro...
As chuvas de verão estão ainda mais presentes...
Ano de eleição, as propagandas pessoais cada vez mais frequentes...
É... Feliz Ano Novo...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Estudante, o Músico, a família e as drogas...

Quando estudava no antigo ginásio (que hoje em dia é chamado de segundo segmento do Ensino Fundamental), lembro-me de um livro que tivera que ler como parte das aulas. Chama-se O Estudante, e conta a história de um adolescente (obviamente, um estudante), filho de uma família bem estruturada, de boa condição financeira, que se envolve com drogas e, tragicamente, acaba assassinado pelo próprio pai.

O fato que me fez lembrar desse livro foi a notícia veiculada pelos jornais (impressos ou na televisão) de que um jovem músico havia assasinado a própria namorada após uma discussão. O rapaz em questão havia consumido uma das mais pesadas drogas nos dias de hoje: o crack.

A associação do caso com o livro é feita por que o rapaz também viera de uam família aparentemente bem estruturada, de classe média e, com final da história semelhente ao do livro: fora o pai quem o entregou à polícia.

No dia em que escrevo este texto, o jovem músico se encontra preso. O pai, denunciante do crime, deu diversas entrevistas, atribuindo à sociedade e principalmente à mídia o combate a esse tipo de crime e o uso de drogas por parte dos jovens.

Concordo que a imprensa possui uma função de destaque no combate ao uso de drogas (lícitas ou ilícitas), mas, e o papel da família? Será que ninguém da família percebera antes que o rapaz fazia uso de entorpecentes? A família tem papel fundamentalna estruturação da sociedade, porém, o que vemos nos dias de hoje é exatamante o oposto.. as famílias é que estão cada vez mais desestruturadas...

Cada vez mais crescente é o número de adolescentes e jovens que utilizam cigarros e bebidas alcoólicas... cadê as famílias para orientar aos jovens para não se utilizar essas substâncias (sobretudo o cigarro, já que não há níveis seguros de consumo e, não há um só benefício provado pela ciência do uso do mesmo)? Enquanto não houver uma efetiva participação familiar, esses índices continuarão altos! E não estou sugerindo repressão, mas o que os nossos jovens precisam é de aconselhamento...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Salve-se quem puder...

Nesse último final de semana, a Cidade do Rio de Janeiro vivmeu mais um dos seus momentos de caos, por conta da guerra entre traficantes, pelo domínio do ponto de vendas de drogas ilícitas. A situação chegou ao tão grande absurdo que, um helicóptero da polícia foi abatido enquanto combatia tal guerra.

Há tempos a violência no Rio de Janeiro (sobretudo na Zona Norte da Cidade) é o principal problema existente na Cidade Maravilhosa e, ao que parece, não há uma política eficiente de segurança pública para todo o estado (sim, o problema é extensivo a todo o estado, principalmente à Região Metropolitana). Fala-se em combate direto ao tráfico de entorpecentes (que realmente deve ser feita), mas as medidas preventivas não são suficientes...

Não há um investimento maçico nas áreas que poderiam ser responsáveis diretas pela não entrada de pessoas no mundo do crime organizado. A Educação, que seria a principal delas, é, em nosso país, sucateada... escolas caindo aos pedaços, professores mal remunerados, falta de estrutura para o trabalho, pouquíssimas escolas em tempo integral, enfim, problemas que poderiam, principalmente nas áreas carentes, reduzir com a entrada de jovens no "poder paralelo".

Os esportes também poderiam ser um fator de integração social, um país como o nosso, com vocação esportiva, deveria ter mais investimentos na área, e, com isso, retirar crianças e jovens das ruas, ficando à mercê do tráfico de drogas e outras formas de violência e criminalidade.

A saúde também merece especial atenção... mas no caso, a saúde preventiva, a que trata antes de acontecer. As campanhas educativas são irrisórias. Nem mesmo o combate ao uso de cigarros (droga liberada em nosso país) é efetivo e, com isso, cada vez mais jovens ingressam no uso desse tipo de substâncias.

Não adianta o governador do estado ir para a televisão dizer que o combate ao tráfico vai se intensificar por causa do direito concedido à Cidade para realizar os Jogos Olímpicos de 2016, ou o prefeito municipal (que na época estava em Londres) propagandear que a violência é problema mundial (o que também não é mentira). Precisamos de ações mais efetivas, as pessoas que residem ou se utilizam do Rio de Janeiro não aguentam mais tamanha insegurança... não podemos viver como se estivessemos em uma guerra civil... uma autêntica guerrilha urbana...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sobre trens urbanos...

Na semana passada, o sistema de trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entrou em colapso, justamente no horário de ida para o trabalho, justamente no ramal mais movimentado...

Há muito os transportes publicos urbanos no Rio de Janeiro são deficitários... De todos os meios de transporte público coletivo, o que menos apresenta problemas é o metrô, porém, já sofre com a superlotação e tem o agravante de não atender a todos.

Os ônibus, meio de transporte mais utilizado pelo povo do Rio de Janeiro, também andam lotados, alguns, em péssimo estado de conservação, além da questão do trânsito lento, caracterísica comum das grandes cidades.

A questão dos trens é mais complexa... deveria ser o meio de transporte mais utilizado por todos: é mais rápido; não sofre com os congestionamentos e o mais importante é que transporta a maior quantidade de pessoas em menos tempo e mais barato.

Porém, a rede ferroviária na Região Metropolitana do Grande Rio de Janeiro é totalmente precária: atrasos; trens mal conservados; poucas composições com ar condicionado; quebras... enfim, uma infinidade de problemas que fazem com que o deslocamento diário casa - trabalho - casa seja cada vez mais penoso...

Não se sabe absolutamente a causa deste drama, a quem interessa que o sistema de trens urbanos não funcione. O que se sabe é que quem paga a conta desse problema é a massa de usuários que, diariamente, sofrem com tal descaso. Agora que a Cidade Maravilhosa conquistou o direito de ser sede olímpica, que algo seja feito para que se melhore os transportes públicos...