Ontem, assitimos a mais uma cena de terror em pleno Rio de Janeiro, daquelas cenas que nos fazem pensar se a vida é segura, em qualaquer lugar e quaisquer condições.
As TVs de todo o país divulgaram a imagem de um assaltante que, no Bairro da Tijuca, Zona Norte do município do Rio de Janeiro, fizera refém uma mulher e a ameaçara com uma granada (?!) e, o mesmo chegou a puxar o pino que a ativaria (??!!). O fato ocorreu em plena luz do dia (???!!!)...
O final trágico da história foi que a polícia deu cabo da vida do rapaz com um tiro certeiro, disparado por um atirador de elite da Polícia Militar do estado. E daí, surgem as questões... teria a polícia agido de maneira correta? Será que a vida sacrificada do rapaz, mesmo sendo assaltante e estando armado, deveria ser exterminada? Sei que muitos dirão: e o direito à vida? Pois sim, sempre haverá quem defenda o princípio à vida como sendo sobrerano...
Por outro lado, e o dever do estado em proteger aos cidadãos? A mulher que estava trabalhando e fora feita refém não teve culpa e ainda correu sérios riscos de morte... também vai ter quem defenda o ato da polícia, seja por diversos motivos...
Acredito que, o mais importante a ser discutido é: que motivos levaram ao rapaz a cometer tal delito? Até onde a participação (ou ausência) do Estado pode ter influenciado na vida criminosa - e curta - do rapaz? Por quê determinadas pessoas seguem por esse caminho? O que pode ser feito para que essas ações sejam cada vez mais raras? Qual o papel da educação nisso tudo? Acho que, um caso como esses, deveria ser muito mais do que uma simples manchete de jornal... mais do que uma notícia chocante e sensacionalista... nossa sociedade precisa pensar sobre soluções para esses problemas, sem exceção de pessoas ou classes sociais...
