Bem, todos sabem que, uma das coisas que me movem a escrever essas linhas é a observação do dia-a-dia, pois bem... essa semana, eu vi duas coisas que me chamaram muita atenção e, apesar de não parecer, tem muita ligação entre si.
Atos Secretos... muita gente não sabia (ou sabe) o que seria isso, mas no Senado Federal, virou uma prática comum, por conta deles, muita gente foi nomeada de maneira indevida, inflando as folhas de pagamento desta instituição, que, diga-se de passagem, já é bastante elevada...
Além disso, alguns Senadores estão argumentando que não sabiam que, em seus contra-cheques, vem uma verba conhecida como "auxílio-moradia"... pergunto... como uma pessoa não sabe o que vem em seu comprovante de pagamento? É quase inacreditável... mas, em se tratando de Brasil e de Congresso Nacional... podemos ouvir de tudo!
O outro caso que me chamou muito a atenção é mais "local", vejamos... existem algumas instituições que fornecem alimentos (sobretudo sopa) a alguns moradores de rua, na cidade do Rio de Janeiro... o fato é que, segundo algumas pessoas da prefeitura municipal, esse ato de caridade simplesmente atrai moradores de rua e, a Secretaria de Ordem Pública solicitou que essas instituições a interromperem com esse gesto de caridade, na tentativa de reduzir a população de rua...
Ora vejam vocês, será que a interrupção do fornecimento de comida àqueles que necessitam será o suficiente para reduzir a população de rua? Por que não fazer investimentos mais sérios (ao invés dos demagógicos que existem) no social para que essa população carente não precise viver indignamente nas ruas?
A questão é o que tem a ver os Atos Secretos e os popludos contra-cheques dos Senadores da República com os moradores de rua? Bem... tudo, responderia eu... se, ao invés de pagarmos a nossos Senadores gratificações altíssimas como auxílio palitó ou auxílio moradia ou ainda cotas para uso de combustível ou as mal fadadas passagens aéreas, o Brasil investisse mais ainda na área social, com o real auxílio não só aos moradores de rua, mas a todos os desfavorecidos (sendo politicamente correto), nós não teríamos que nos indignar com essas histórias absurdas...