quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Os tempos são outros (ou "A mudança dos tempos")

Sei que a frase é meio clichê, muitos a utilizam quando comparam o modo de vida de hoje em dia com os tempos passados, mas o sentido que quero dar a essa frase é completamente outro.

Tenho percebido que, nos últmos tempos, certas coisas tiveram seus tempos mudados: a adolescência vem cada vez mais cedo, ao passo que a velhice tem sido retardada de maneira mais intensa. As crianças estão deixando a infância para trás mais precocemente, essa infância vem seno trocada pela "pré adolescência" e as brincadeiras pueris, subtituídas por outras mais "adultas" e pelo cada vez mais precoce início de namoro...

Um outro fator que vem a comprovar essas observações é sobre a maternidade... hoje em dia, é muito mais comum percebermos um aumento no número de gestantes com idade outrora considerada de risco para a gravidez. Além do quê, as pessoas estão envelhecendo cada vez mais tardiamente!

Sei que alguns desses fatos refletem uma melhora na qualidade de vida das pessoas (não para todo mundo), mas isso pode também, ser um sinal de que, realmente, os tempos são realmente outros...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Educar deseducando...

Concordo que a televisão desempenha um papel fundamental na cultura de um país - sobretudo aqui no Brasil... o brasileiro é muito ligado à TV, tudo (ou quase) o que passa nas emissoras é motivo de discussão popular... as telenovelas, o futebol, programas de cunho jornalístico-informativo, enfim, toda variedade (por vezes de qualidade discutível) que a programação da televisão brasileira nos oferece. O problema é que, às vezes, a sensação de que tenho é que a televisão faz o papel de vilã... ela educa, deseducando.

Vivemos um período de intensa preocupação com o risco de contaminação pelo vírus H1N1, a popular gripe suína (não estou discutindo se a denominação está correta, deixo isso para os especialistas) e, uma das medidas sugeridas para evitar a propagação da temida doença é o uso de copos plásticos descartáveis para o consumo de líquidos, sobretudo de água. Ora, pergunto eu... se o problema é o compartilhamento de copos, por que não sugerir que cada um transporte seus próprios copos, pricncipalmente nas escolas? Para que produzirmos mais lixo? Resolve-se um problema (ou tenta-se resolver) e aumenta-se o outro!

Outra questão é a tão propagada Lei Antifumo (que proíbe o consumo de cigarros em ambientes fechados), criada no estado de São Paulo e rapidamente difundida em outros estados, como aqui, no Rio de Janeiro. Sobre a referida Lei, há uma imensa campanha de massificação desse dispositivo legal, pregando o respeito aos não-fumantes e todos aqueles discursos existentes na dicotomia fumantes x não-fumantes. Pois bem, a TV, que poderia aproveitar para fazer uma campanha maciça de redução no cosnumo dessa nociva substância, ao invés disso, cria alternativas para as pessoas fumarem em outros ambientes, ou ainda, outro dia, eu vi uma pessoa dando dicas de etiqueta sobre "sair para fumar"... não seria mais correto incentivar as pessoas a pararem de fumar?

Sei que, muitas vezes, a televisão produz programas extremamente educativos, mas tem horas, que as escolhas são uma verdadeira bola fora...

Um pouco de ânimo...

Com o devido perdão pela subjetividade, mas essa semana (dia 18), eu comecei (ou retomei) os estudos em uma nova faculdade e, antes que você que está lendo se pergunte o que tem com isso, escolhi falar sobre algo relacionado ao tema. É que, com a transferência, motivei-me a voltar aos estudos com mais dedicação... resumindo, fiquei bastante empolgado com essa mudança.

Mas qual o interesse nisso? Por quê falar sobre o retorno às aulas? Bem, quando me propus a escrever sobre essas linhas, não pensei nos estudos (não reduzindo a sua importância, quase vital nos dias de hoje), mas sim na própria empolagção, no entusiasmo...

Como viver sem se entusiasmar? Como não se empolgar diante de um plano? Como viver sem planejar algo e curtir esse planejamento? Sei que, às vezes, os nossos planos não saem da maneira que desejamos, nem sempre conseguimos fazer as coisas darem certo, mas a vida continua... quando as coisas não saem como queremos, nada como seguir os versos daquele famoso samba: levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima... se der errado, o remédio é fazer novos planos e novas empolgações, afinal de contas, a vida, e o tempo, não param...