terça-feira, 20 de outubro de 2009

Salve-se quem puder...

Nesse último final de semana, a Cidade do Rio de Janeiro vivmeu mais um dos seus momentos de caos, por conta da guerra entre traficantes, pelo domínio do ponto de vendas de drogas ilícitas. A situação chegou ao tão grande absurdo que, um helicóptero da polícia foi abatido enquanto combatia tal guerra.

Há tempos a violência no Rio de Janeiro (sobretudo na Zona Norte da Cidade) é o principal problema existente na Cidade Maravilhosa e, ao que parece, não há uma política eficiente de segurança pública para todo o estado (sim, o problema é extensivo a todo o estado, principalmente à Região Metropolitana). Fala-se em combate direto ao tráfico de entorpecentes (que realmente deve ser feita), mas as medidas preventivas não são suficientes...

Não há um investimento maçico nas áreas que poderiam ser responsáveis diretas pela não entrada de pessoas no mundo do crime organizado. A Educação, que seria a principal delas, é, em nosso país, sucateada... escolas caindo aos pedaços, professores mal remunerados, falta de estrutura para o trabalho, pouquíssimas escolas em tempo integral, enfim, problemas que poderiam, principalmente nas áreas carentes, reduzir com a entrada de jovens no "poder paralelo".

Os esportes também poderiam ser um fator de integração social, um país como o nosso, com vocação esportiva, deveria ter mais investimentos na área, e, com isso, retirar crianças e jovens das ruas, ficando à mercê do tráfico de drogas e outras formas de violência e criminalidade.

A saúde também merece especial atenção... mas no caso, a saúde preventiva, a que trata antes de acontecer. As campanhas educativas são irrisórias. Nem mesmo o combate ao uso de cigarros (droga liberada em nosso país) é efetivo e, com isso, cada vez mais jovens ingressam no uso desse tipo de substâncias.

Não adianta o governador do estado ir para a televisão dizer que o combate ao tráfico vai se intensificar por causa do direito concedido à Cidade para realizar os Jogos Olímpicos de 2016, ou o prefeito municipal (que na época estava em Londres) propagandear que a violência é problema mundial (o que também não é mentira). Precisamos de ações mais efetivas, as pessoas que residem ou se utilizam do Rio de Janeiro não aguentam mais tamanha insegurança... não podemos viver como se estivessemos em uma guerra civil... uma autêntica guerrilha urbana...

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