Bem amigos (rs), estamos no meio do maior evento esportivo mundial e o nosso país, apesar dos pesares, se faz presente em Pequim, com a maior delegação da história nos Jogos Olímpicos, um recorde para os índices brasileiros.
O que me motiva a escrever sobre o tema é que, hoje, eu ouvi uma crítica demasiadamente contundente, em relação à participação brasileira na Olímpiada de Pequim... segundo o autor da crítica (que eu prefiro não citar, por razões óbvias), os atletas brasileiros estariam indo à China apenas para "passear", onerando os cofres públicos, maior financiador dos esportes olímpicos brasileiros.
A cobrança por melhores resultados sempre existirá, ainda mais que, os brasileiros não têm, de maneira geral, o costume de acompanhar outros esportes, a não ser o futebol (masculino). Porém, o que não se pode deixar de observar, é o fato de que em nosso país não há os investimentos necessários para o desenvolvimento dos outros esportes a não ser o famoso esporte bretão (volto a reiterar, masculino, uma vez que quase não há futebol feminino no Brasil).
Os investimentos em esportes no Brasil dependem das empresas estatais. A iniciativa privada pouco colabora com o desenvolvimento esportivo brasileiro e a sociedade também não se mobiliza, apoiando essas empresas que colaboram com o crescimento do esporte em nosso território.
O investimento em esportes poderia ser um faor de desnvolvimento econômico para o Brasil. Quantas pessoas poderiam ser beneficiadas com uma maior prática esportiva em nosso país? Quantos empregos seriam gerados? Imaginem a quantidade de crianças que poderiam ser retiradas das ruas para praticar esportes. Oportunidades apareceriam em diversas áreas, mas, como sabemos, infelizmente isso não ocorre...
Volto a dizer que, cobranças sempre existirão, porém, há que se ponderar até que ponto nossos representantes estão desempenhando um bom papel em solo asiático, e, sem os devidos investimentos, ainda falta muito para que não sejamos apenas a pátria de chuteiras, mas sim de quimonos, luvas, raquetes...
