Quando estudava no antigo ginásio (que hoje em dia é chamado de segundo segmento do Ensino Fundamental), lembro-me de um livro que tivera que ler como parte das aulas. Chama-se O Estudante, e conta a história de um adolescente (obviamente, um estudante), filho de uma família bem estruturada, de boa condição financeira, que se envolve com drogas e, tragicamente, acaba assassinado pelo próprio pai.
O fato que me fez lembrar desse livro foi a notícia veiculada pelos jornais (impressos ou na televisão) de que um jovem músico havia assasinado a própria namorada após uma discussão. O rapaz em questão havia consumido uma das mais pesadas drogas nos dias de hoje: o crack.
A associação do caso com o livro é feita por que o rapaz também viera de uam família aparentemente bem estruturada, de classe média e, com final da história semelhente ao do livro: fora o pai quem o entregou à polícia.
No dia em que escrevo este texto, o jovem músico se encontra preso. O pai, denunciante do crime, deu diversas entrevistas, atribuindo à sociedade e principalmente à mídia o combate a esse tipo de crime e o uso de drogas por parte dos jovens.
Concordo que a imprensa possui uma função de destaque no combate ao uso de drogas (lícitas ou ilícitas), mas, e o papel da família? Será que ninguém da família percebera antes que o rapaz fazia uso de entorpecentes? A família tem papel fundamentalna estruturação da sociedade, porém, o que vemos nos dias de hoje é exatamante o oposto.. as famílias é que estão cada vez mais desestruturadas...
Cada vez mais crescente é o número de adolescentes e jovens que utilizam cigarros e bebidas alcoólicas... cadê as famílias para orientar aos jovens para não se utilizar essas substâncias (sobretudo o cigarro, já que não há níveis seguros de consumo e, não há um só benefício provado pela ciência do uso do mesmo)? Enquanto não houver uma efetiva participação familiar, esses índices continuarão altos! E não estou sugerindo repressão, mas o que os nossos jovens precisam é de aconselhamento...

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