quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ela não era mesmo boa... (mas será que alguém é?)

Essa semana teve fim a carreira (e a vida) de uma das mais talentosas cantoras que já ouvi em toda minha existência. Refiro-me à Amy Winehouse que, fora encontrada morta em sua residência.

Amy era um desses talentos que não nascem do dia para a noite ou que a indústria fonográfica insiste em nos convencer de que é o mais novo fenômeno. A britânica era mesmo uma daquelas vozes que encantavam e, em sua breve carreira (sem duplo sentido, por favor), brindou-nos com uma excepcional maneira de cantar, quando ela se encontrava em condições para fazê-lo.

Todos sabemos de seu envolvimento com as drogas (cigarro e bebidas se incluem nessas), fato que precipitou sua partida. Não estou aqui para crucificá-la por isso, mas desde que soube de sua morte, pensei muito sobre essa relação dela com as drogas e algumas coisas me vieram à cabeça, uma delas é um sentimento de pena. Sei que não devemos sentir pena das pessoas, que elas são responsáveis por suas escolhas, mas Amy me despertou esse sentimento por um simples fato, o de que ela, se não fosse tão cedo, teria uma linda e longa carreira pela frente.

Uma outra coisa que me fez pensar, mas ainda nessa linha de raciocínio é que inegavelmente ela se destruiu, e isso me fez refletir sobre o quanto nós temos essa capacidade (?) de auto-destruição...

Muitas vezes, por diversos motivos, aniquilamos nossos sonhos, desejos, exatamente por conta dessa destruição que causamos em nós mesmos. Se no caso da cantora, ela se utilizava das mais variadas drogas para isso, nós também temos nossas "drogas", que nos levam, se não a destruir, ao menos a impedir as nossas realizações.

Ainda triste (mas sabendo que a morte dela seria mesmo uma questão de tempo), aproveito para pensar o quanto o exemplo da talentosa cantora pode nos inspirar a não praticar os mesmos erros, evitando as "drogas" que nos impedem de prosseguir em nossas caminhadas e consequentemente, impedindo a nossa felicidade...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sobre códigos de conduta...

Amigos, ainda não consegui retornar a este espaço da maneira que deveria e gostaria, mas hoje ainda resolvi que poderia escrever mais algumas tortas linhas. Mas já que me propus a utilizar este espaço para falar da vida, em geral, teve um fato que não pude deixar passar...

Semana passada, o então governador do estado do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral Filho divulgou um "código de ética" para os funcionários do alto escalão desta mesma administração. Pois bem, segundo o mesmo código, para que uma pessoa do governo possa receber um presente (?) este não pode passar de quatrocentos reais (???). Com isso, legalizou-se o "jabá"...

Como pode o Brasil pleitear o título de país do futuro, de nação em rumo ao desenvolvimento, se coisas como essas são tidas como legais? Não podemos nunca, de forma alguma, acreditar que isso é normal...

Cabe ressaltar que esse mesmo código de ética só fora proposto por que o mesmo governador passou por uma situação que mereceu no mínimo explicações para a opinião pública... o fato de que o mesmo utilizara um helicóptero (para fins particulares) de um dos maiores empreiteiros do estado, dono de uma das empresas com o maior número de contratos com o mesmo governo... (estranho, não?).

Códigos de ética como esses são passados na família, minha mãe sempre me ensinou que não se deve aceitar presentes de estranhos. Fui criado em uma família onde os valores éticos sempre foram tidos como prioridades e, ainda para completar, também sou funcionário público e prezo pela minha independência funcional, não aceitando vantagens para realizar quaisquer trabalhos...

Infelizmente, o povo brasileiro não vai ter (e não tem) a memória que deveria e, nas próximas eleições, essas pessoas sempre estão de volta... Ah, Brasil...