quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pra quê dificultar?
Sempre que perguntado, digo que tenho vontade em cursar três graduações diferentes: a primeira eu já terminei, a segunda estou próximo de concluir e a terceira, em Psicologia (ou Filosofia) eu sei que não vou fazer, mas acho que, talvez, devesse...
Tenho observado o comportamento de algumas pessoas via redes sociais e tenho constatado que, cada vez mais, as pessoas complicam a vida de uma maneira absurda. Coisas simples se tornam gigantes e, o que tem uma certa importância, torna-se a cada dia mais obsoleto, em uma inversão de pensamentos e valores de maneira ímpar...
Por vezes parece que as pessoas gostam de criar seus problemas, como se isso fosse algo positivo. Como diria minha mãe, criam cavalos de batalha para sobreviver, complicando ainda mais o que poderia ser resolvido de maneira simples...
Nessa volta a esse espaço, não quero me alongar muito, mas apenas dizer que, de maneira geral, a vida seria muito mais simples se as pessoas se mantivessem desarmadas, sem ranços, sem acreditar que, criar problemas pode ser a solução...
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ela não era mesmo boa... (mas será que alguém é?)
Essa semana teve fim a carreira (e a vida) de uma das mais talentosas cantoras que já ouvi em toda minha existência. Refiro-me à Amy Winehouse que, fora encontrada morta em sua residência.
Amy era um desses talentos que não nascem do dia para a noite ou que a indústria fonográfica insiste em nos convencer de que é o mais novo fenômeno. A britânica era mesmo uma daquelas vozes que encantavam e, em sua breve carreira (sem duplo sentido, por favor), brindou-nos com uma excepcional maneira de cantar, quando ela se encontrava em condições para fazê-lo.
Todos sabemos de seu envolvimento com as drogas (cigarro e bebidas se incluem nessas), fato que precipitou sua partida. Não estou aqui para crucificá-la por isso, mas desde que soube de sua morte, pensei muito sobre essa relação dela com as drogas e algumas coisas me vieram à cabeça, uma delas é um sentimento de pena. Sei que não devemos sentir pena das pessoas, que elas são responsáveis por suas escolhas, mas Amy me despertou esse sentimento por um simples fato, o de que ela, se não fosse tão cedo, teria uma linda e longa carreira pela frente.
Amy era um desses talentos que não nascem do dia para a noite ou que a indústria fonográfica insiste em nos convencer de que é o mais novo fenômeno. A britânica era mesmo uma daquelas vozes que encantavam e, em sua breve carreira (sem duplo sentido, por favor), brindou-nos com uma excepcional maneira de cantar, quando ela se encontrava em condições para fazê-lo.
Todos sabemos de seu envolvimento com as drogas (cigarro e bebidas se incluem nessas), fato que precipitou sua partida. Não estou aqui para crucificá-la por isso, mas desde que soube de sua morte, pensei muito sobre essa relação dela com as drogas e algumas coisas me vieram à cabeça, uma delas é um sentimento de pena. Sei que não devemos sentir pena das pessoas, que elas são responsáveis por suas escolhas, mas Amy me despertou esse sentimento por um simples fato, o de que ela, se não fosse tão cedo, teria uma linda e longa carreira pela frente.
Uma outra coisa que me fez pensar, mas ainda nessa linha de raciocínio é que inegavelmente ela se destruiu, e isso me fez refletir sobre o quanto nós temos essa capacidade (?) de auto-destruição...
Muitas vezes, por diversos motivos, aniquilamos nossos sonhos, desejos, exatamente por conta dessa destruição que causamos em nós mesmos. Se no caso da cantora, ela se utilizava das mais variadas drogas para isso, nós também temos nossas "drogas", que nos levam, se não a destruir, ao menos a impedir as nossas realizações.
Ainda triste (mas sabendo que a morte dela seria mesmo uma questão de tempo), aproveito para pensar o quanto o exemplo da talentosa cantora pode nos inspirar a não praticar os mesmos erros, evitando as "drogas" que nos impedem de prosseguir em nossas caminhadas e consequentemente, impedindo a nossa felicidade...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Sobre códigos de conduta...
Amigos, ainda não consegui retornar a este espaço da maneira que deveria e gostaria, mas hoje ainda resolvi que poderia escrever mais algumas tortas linhas. Mas já que me propus a utilizar este espaço para falar da vida, em geral, teve um fato que não pude deixar passar...
Semana passada, o então governador do estado do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral Filho divulgou um "código de ética" para os funcionários do alto escalão desta mesma administração. Pois bem, segundo o mesmo código, para que uma pessoa do governo possa receber um presente (?) este não pode passar de quatrocentos reais (???). Com isso, legalizou-se o "jabá"...
Como pode o Brasil pleitear o título de país do futuro, de nação em rumo ao desenvolvimento, se coisas como essas são tidas como legais? Não podemos nunca, de forma alguma, acreditar que isso é normal...
Cabe ressaltar que esse mesmo código de ética só fora proposto por que o mesmo governador passou por uma situação que mereceu no mínimo explicações para a opinião pública... o fato de que o mesmo utilizara um helicóptero (para fins particulares) de um dos maiores empreiteiros do estado, dono de uma das empresas com o maior número de contratos com o mesmo governo... (estranho, não?).
Códigos de ética como esses são passados na família, minha mãe sempre me ensinou que não se deve aceitar presentes de estranhos. Fui criado em uma família onde os valores éticos sempre foram tidos como prioridades e, ainda para completar, também sou funcionário público e prezo pela minha independência funcional, não aceitando vantagens para realizar quaisquer trabalhos...
Infelizmente, o povo brasileiro não vai ter (e não tem) a memória que deveria e, nas próximas eleições, essas pessoas sempre estão de volta... Ah, Brasil...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Retornando
Amigos, tanta coisa se passou nesse meu afastamento, mas resolvi retornar de maneira definitiva para este espaço... vamos ver se consigo dar conta dessa atividade agora...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Vestido de Brasil
Hoje o Brasil começa sua participação em mais uma Copa do Mundo de Futebol (masculino) e, em nosso país, isso é um acontecimento que mexe com a vida de quase todos os cidadâos: lojas são fechadas, nas repartições públicas é declarado ponto facultativo, escolas ficam sem aula... enfim, o país se mobiliza em virtude do Mundial...
Uma das coisas que mais me chamam atenção é o fato de que as ruas são enfeitadas (juntamente com as pessoas). Parece-me que o Brasil se redescobre, torna-se mais brasileiro...
Como eu gostaria de que fosse sempre assim... não precisa que se enfeite as ruas ou que todos se vistam de verde e amarelo, mas ao menos que se lembrem que esse é o nosso país, de que devemos respeitá-lo, mesmo com o esforço de alguns para acabar com o que de bom há em nossa pátria...
A cada quatro anos, o Brasil se veste de Brasil... talvez, se as pessoas se lembrassem um pouco de que o nosso país tem muitas coisas boas a oferecer, a situação estivesse um pouco melhor...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Respondendo...
Minha cara amiga, o perdão sou eu quem peço... se também não lhe fiz uma visita, e ainda faltou tempo para responder, mas como os tempos são outros, o portador agora é outro: a Internet, e com ela tentarei mandar algumas notícias...
Aqui na Terra, tudo na mesma, os mesmos absurdos em Brasília, assaltos em delegacia, enfim todas essas coisas que me fazem (às vezes) pensar que o melhor lugar do Brasil é do lado de fora dele...
Mas tem um alento: Esse ano tem Copa do Mundo e, como é de costume, o Brasil está vestido de Brasil! As ruas estão enfeitadas, pessoas idem... parece até que os brasileiros são patriotas! Enfim, ao menos a cada quatro anos nosso país se lembra das suas cores...
Sabe como é, a vida anda mesmo muito corrida... cada vez menos temos tempo para nos dedicar as pessoas e coisas de que gostamos, mas saiba que não nos esquecemos dos nossos, mesmo à distância...
Como diria o Mestre, aqui na Terra estão jogando futebol (ainda mais por causa da Copa), muito samba (afinal de contas nosso povo é chegado a festejos)... mas a coisa continua preta...
Ah, não é a Marieta, mas a Camila, quem manda um beijo cheio de saudades... e o bom é saber que, em breve, as coisas voltarão a ser como antes...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Um pouco sobre o dia-a-dia...
Tenho reparado em minha caminhada diária que as pessoas tem se tornado cada vez mais solitárias, parece-me , às vezes, que o sentimento de coletividade tem, em quase todas as áreas, sido substituído por um, cada vez mais estranho individualismo.
Esse individualismo invariavelmente leva à solidão e isso também pode ser percebido... vivemos uma espécie de "solidão acompanhada" onde, mesmo em um universo de milhões de pessoas, cada vez mais as pessoas se sentem sozinhas...
Isso traz uma série de implicações: em nosso dia-a-dia, lidamos com um razoável quantitativo de pessoas, mas participamos muito pouco de suas vidas! Não quero, com isso, dizer que nos temos que nos intrometer na vida alheia, mas ao menos compartilharmos experiências com as pessoas que nos cercam.
Eu sempre prezei pelas minhas amizades, acho que, sem elas, não conseguiríamos viver, mas tenho observado que, cada vez mais (talvez motivados pela vida corrida que levamos), as pessoas tem optado por um isolamento, um sentimento de solidão, mesmo que cercadas por outras pessoas...
sábado, 27 de março de 2010
Dois pesos e duas medidas...
Essa semana o Brasil todo (ou quase) está acompanhando o julgamento do casal Nardoni, acusado de ter assasinado a própria filha (dele), jogando-a da janela do apartamento em que o casal em questão morava.
Em um processo como este, que levou à comoção nacional, a imprensa não para de abordar o tema, e a sociedade (muitas vezes motivada pela própria imprensa), já dera o seu veredito para o casal: culpado.
Não estou com isso defendendo o casal, muito menos acusando, esse papel cabe ao Judiciário, mas aqui, coloco-me a observar a posição da imprensa neste e em outros casos. É certo que a mídia escolhe seus vilões e mocinhos e estes, os transforma em maus da noite para o dia e o povo, compra suas ideias (da mídia, claro) de maneira quase imediata e total.
Há alguns anos, o cantor Belo fora condenado pelo crime de associação para o tráfico, por conta de uns telefonemas que ele supostamente teria dado negociando a compra de uns "tênis" (que na linguagem do tráfico significa fuzil). O caso ganharia notoriedade e o cantor teria sido "condenado" pela mídia antes mesmo de ser julgado (cabe ressaltar que o mesmo fora condenado pela Justiça, ou seja, segundo o Judiciário, ele realmente cometera tal delito).
Semana passada, dois dos mais importantes jogadores de futebol do Clube de Regatas do Flamengo (clube mais popular do país e, por isso, quase sempre protegido pela mídia) tiveram seus nomes envolvidos em casos semelhantes ao do cantor: um, supostamente, teria sido escoltado por traficantes em uma favela da Zona Sul do Rio de Janeiro e o outro (também supostamente) teria dado uma moto à mãe de um dos traficantes mais perigosos da capital fluminense. Obviamente, os dois fatos foram negados.
Ora, certamente o assunto cairá no esquecimento, pois a imprensa já aceitou a inocência de ambos, tratando o caso como um equívoco. Não estou aqui acusando os desportistas, apenas gostaria de viver em um país onde a imprensa não tivesse dois pesos e duas medidas...
P.S.: Escrevi essas linhas antes de saber o resultado do julgamento. A Justiça condenou o casal a pena de prisão. Ele a uma pena de 31 anos e ela 26.
domingo, 21 de março de 2010
Ayrton Senna do Brasil!
Toda criança tem seus ídolos e, é claro, quando eu era uma, também tinha os meus... minha mãe, meus irmãos... esses eram meus ídolos de infância, meus ícones, exemplos e espelhos.
Porém, quando foi crescendo, aprendi a admirar um outro ser, um cara que nos dava alegrias a quase todas as manhãs de domingo. Com ele, o Brasil era mais verde e amarelo (até por que, ele carregava as cores de nossa bandeira) e, hoje, 21 de março, se vivo fosse, faria cinquenta anos.
Sei que qualquer um, se vivo fosse, chegaria a qualquer idade, mas Ayrton Senna não era um qualquer... ele simplesmente, 16 anos depois de sua morte, ainda é lembrado por muitos como um dos maiores esportistas brasileiros de todos os tempos... e ainda muitos, assim como eu, temos por ele um profundo sentimento de admiração.
Hoje, no dia em que comemoraria seus cinquenta anos, eu retorno a esse espaço, para dizer, um muito obrigado, a um dos meus ídolos de infância / adolescência. Valeu Senna, por ter nos proporcionado muitos momentos de alegria, por ter feito o povo brasileiro ser feliz, mesmo que algumas horas, mesmo que com tantas adversidades...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Primeiras desculpas...
Caríssimos, em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas pela longa inatividade nesse espaço... andei meio enrolado com uma série de outras atibuições e atribulações, mas, enfim, agora estarei de volta, tenho um monte de assuntos pra trazer para esse espaço e espero, em breve, poder compartilhar com vocês algumas opiniões.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sempre Mais do Mesmo...
Mais um escândalo envolvendo políticos em Brasília...
O calor continua infernal no Rio de Janeiro...
As chuvas de verão estão ainda mais presentes...
Ano de eleição, as propagandas pessoais cada vez mais frequentes...
É... Feliz Ano Novo...
O calor continua infernal no Rio de Janeiro...
As chuvas de verão estão ainda mais presentes...
Ano de eleição, as propagandas pessoais cada vez mais frequentes...
É... Feliz Ano Novo...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O Estudante, o Músico, a família e as drogas...
Quando estudava no antigo ginásio (que hoje em dia é chamado de segundo segmento do Ensino Fundamental), lembro-me de um livro que tivera que ler como parte das aulas. Chama-se O Estudante, e conta a história de um adolescente (obviamente, um estudante), filho de uma família bem estruturada, de boa condição financeira, que se envolve com drogas e, tragicamente, acaba assassinado pelo próprio pai.
O fato que me fez lembrar desse livro foi a notícia veiculada pelos jornais (impressos ou na televisão) de que um jovem músico havia assasinado a própria namorada após uma discussão. O rapaz em questão havia consumido uma das mais pesadas drogas nos dias de hoje: o crack.
A associação do caso com o livro é feita por que o rapaz também viera de uam família aparentemente bem estruturada, de classe média e, com final da história semelhente ao do livro: fora o pai quem o entregou à polícia.
No dia em que escrevo este texto, o jovem músico se encontra preso. O pai, denunciante do crime, deu diversas entrevistas, atribuindo à sociedade e principalmente à mídia o combate a esse tipo de crime e o uso de drogas por parte dos jovens.
Concordo que a imprensa possui uma função de destaque no combate ao uso de drogas (lícitas ou ilícitas), mas, e o papel da família? Será que ninguém da família percebera antes que o rapaz fazia uso de entorpecentes? A família tem papel fundamentalna estruturação da sociedade, porém, o que vemos nos dias de hoje é exatamante o oposto.. as famílias é que estão cada vez mais desestruturadas...
Cada vez mais crescente é o número de adolescentes e jovens que utilizam cigarros e bebidas alcoólicas... cadê as famílias para orientar aos jovens para não se utilizar essas substâncias (sobretudo o cigarro, já que não há níveis seguros de consumo e, não há um só benefício provado pela ciência do uso do mesmo)? Enquanto não houver uma efetiva participação familiar, esses índices continuarão altos! E não estou sugerindo repressão, mas o que os nossos jovens precisam é de aconselhamento...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Salve-se quem puder...
Nesse último final de semana, a Cidade do Rio de Janeiro vivmeu mais um dos seus momentos de caos, por conta da guerra entre traficantes, pelo domínio do ponto de vendas de drogas ilícitas. A situação chegou ao tão grande absurdo que, um helicóptero da polícia foi abatido enquanto combatia tal guerra.
Há tempos a violência no Rio de Janeiro (sobretudo na Zona Norte da Cidade) é o principal problema existente na Cidade Maravilhosa e, ao que parece, não há uma política eficiente de segurança pública para todo o estado (sim, o problema é extensivo a todo o estado, principalmente à Região Metropolitana). Fala-se em combate direto ao tráfico de entorpecentes (que realmente deve ser feita), mas as medidas preventivas não são suficientes...
Não há um investimento maçico nas áreas que poderiam ser responsáveis diretas pela não entrada de pessoas no mundo do crime organizado. A Educação, que seria a principal delas, é, em nosso país, sucateada... escolas caindo aos pedaços, professores mal remunerados, falta de estrutura para o trabalho, pouquíssimas escolas em tempo integral, enfim, problemas que poderiam, principalmente nas áreas carentes, reduzir com a entrada de jovens no "poder paralelo".
Os esportes também poderiam ser um fator de integração social, um país como o nosso, com vocação esportiva, deveria ter mais investimentos na área, e, com isso, retirar crianças e jovens das ruas, ficando à mercê do tráfico de drogas e outras formas de violência e criminalidade.
A saúde também merece especial atenção... mas no caso, a saúde preventiva, a que trata antes de acontecer. As campanhas educativas são irrisórias. Nem mesmo o combate ao uso de cigarros (droga liberada em nosso país) é efetivo e, com isso, cada vez mais jovens ingressam no uso desse tipo de substâncias.
Não adianta o governador do estado ir para a televisão dizer que o combate ao tráfico vai se intensificar por causa do direito concedido à Cidade para realizar os Jogos Olímpicos de 2016, ou o prefeito municipal (que na época estava em Londres) propagandear que a violência é problema mundial (o que também não é mentira). Precisamos de ações mais efetivas, as pessoas que residem ou se utilizam do Rio de Janeiro não aguentam mais tamanha insegurança... não podemos viver como se estivessemos em uma guerra civil... uma autêntica guerrilha urbana...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sobre trens urbanos...
Na semana passada, o sistema de trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro entrou em colapso, justamente no horário de ida para o trabalho, justamente no ramal mais movimentado...
Há muito os transportes publicos urbanos no Rio de Janeiro são deficitários... De todos os meios de transporte público coletivo, o que menos apresenta problemas é o metrô, porém, já sofre com a superlotação e tem o agravante de não atender a todos.
Os ônibus, meio de transporte mais utilizado pelo povo do Rio de Janeiro, também andam lotados, alguns, em péssimo estado de conservação, além da questão do trânsito lento, caracterísica comum das grandes cidades.
A questão dos trens é mais complexa... deveria ser o meio de transporte mais utilizado por todos: é mais rápido; não sofre com os congestionamentos e o mais importante é que transporta a maior quantidade de pessoas em menos tempo e mais barato.
Porém, a rede ferroviária na Região Metropolitana do Grande Rio de Janeiro é totalmente precária: atrasos; trens mal conservados; poucas composições com ar condicionado; quebras... enfim, uma infinidade de problemas que fazem com que o deslocamento diário casa - trabalho - casa seja cada vez mais penoso...
Não se sabe absolutamente a causa deste drama, a quem interessa que o sistema de trens urbanos não funcione. O que se sabe é que quem paga a conta desse problema é a massa de usuários que, diariamente, sofrem com tal descaso. Agora que a Cidade Maravilhosa conquistou o direito de ser sede olímpica, que algo seja feito para que se melhore os transportes públicos...
15/10 - Dia dos Professores!
Hoje, 15/10, comemora-se o Dia dos Professores e, não vou com isso, fazer nenhum tipo de discurso panfletário, mas sim, comentar algumas coisas breves sobre a mais bela a nobre das profissões...
Infelizmente, nossa profissão (sim, eu também sou um deles!) é uma das menos valorizadas em nosso país por diversos motivos, que não vamos falar aqui agora. O que gostaria de abordar é um outro caso... as pessoas não se importam tanto, mas não haveria qualquer outro ofício se não houvesse um professor, um mestre que os ensinasse...
Esse meu breve comentário é apenas para desejar aos meus companheiros de profissão um Feliz Dia dos Professores!!!
sábado, 26 de setembro de 2009
Mais violência...
Ontem, assitimos a mais uma cena de terror em pleno Rio de Janeiro, daquelas cenas que nos fazem pensar se a vida é segura, em qualaquer lugar e quaisquer condições.
As TVs de todo o país divulgaram a imagem de um assaltante que, no Bairro da Tijuca, Zona Norte do município do Rio de Janeiro, fizera refém uma mulher e a ameaçara com uma granada (?!) e, o mesmo chegou a puxar o pino que a ativaria (??!!). O fato ocorreu em plena luz do dia (???!!!)...
O final trágico da história foi que a polícia deu cabo da vida do rapaz com um tiro certeiro, disparado por um atirador de elite da Polícia Militar do estado. E daí, surgem as questões... teria a polícia agido de maneira correta? Será que a vida sacrificada do rapaz, mesmo sendo assaltante e estando armado, deveria ser exterminada? Sei que muitos dirão: e o direito à vida? Pois sim, sempre haverá quem defenda o princípio à vida como sendo sobrerano...
Por outro lado, e o dever do estado em proteger aos cidadãos? A mulher que estava trabalhando e fora feita refém não teve culpa e ainda correu sérios riscos de morte... também vai ter quem defenda o ato da polícia, seja por diversos motivos...
Acredito que, o mais importante a ser discutido é: que motivos levaram ao rapaz a cometer tal delito? Até onde a participação (ou ausência) do Estado pode ter influenciado na vida criminosa - e curta - do rapaz? Por quê determinadas pessoas seguem por esse caminho? O que pode ser feito para que essas ações sejam cada vez mais raras? Qual o papel da educação nisso tudo? Acho que, um caso como esses, deveria ser muito mais do que uma simples manchete de jornal... mais do que uma notícia chocante e sensacionalista... nossa sociedade precisa pensar sobre soluções para esses problemas, sem exceção de pessoas ou classes sociais...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Dia mundial sem carro
No último dia 22 de setembro, foi celebrado o dia mundial sem carro, evento que nasceu na França e se espalhou por todo o mundo, com o objetivo de fazer com que, em ao menos um dia no ano, as pessoas deixem seus carros na garagem e busquem outros meios para se deslocar, preferencialmente formas não poluentes à natureza.
A ideia é extremamente positiva, pena que, infelizmente, muitas pessoas não abracem esse projeto, saindo com seus automóveis e não colaborando com a questão ambiental, uma vez que, com um menor contingente de carros nas ruas, a poluição seria sensivelmente reduzida, além do fato que o tráfego seria muito mais facilitado...
Outro ponto a ser levantado é o lamento em que uma ação tão positiva como esta seja praticada somente um dia em todo o ano... outras campanhas semelhantes poderiam ser verificadas, seja pela questão ambiental, seja para reduzir os congestionamentos...
A consciência ambiental ainda é algo que precisa ser muito mais explorada e bem trabalhada em nosso país, mas a proposta do dia mundial sem carro pode ser um primeiro passo... e dos mais interessantes...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Sobre eventos esportivos...
No último dia 07, comemoramos (?) o 187º ano da descolonização brasileira (sim, por que falar em independência soa como escárnio) e, para falar de Brasil, poderíamos escrever uma tese, de tantos assuntos interessantes que poderiam ser abordados. Mas, como o espaço não permite, então resolvi abordar dois temas que podem se resumir em um só.
O Brasi, pela segunda vez em sua história, ganhou da FIFA (entidade máxima que controla o Futebol mundial), o direito de sediar a Copa do Mundo de Seleções, no ano de 2014 e, a cidade do Rio de Janeiro, considerada por muitos como uma das mais belas do Mundo, pleiteia o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, fato inédito para o Brasil.
Não quero tratar de questões esportivas (que também seriam um belíssimo tema para discussôes), mas sim de um outro fator que envolve a organização desses dois eventos: o altíssimo custo desses projetos. Para que se realizar um evento desse porte, os valores são elevadíssimos e, essa é a questão: será a relação custo x benefício vantajosa para o povo brasileiro? Até que ponto as cifras investidas para se realizar uma Copa ou uma Olimpíada retornarão para nós, cidadãos? Que benesses poderemos ter com esses dois eventos?
O Brasil carece de investimentos em todas as áreas e, será que a realização de uma Olimpíada, por exemplo, que é (ou no caso de Rio de Janeiro, será) toda realizada em uma só cidade, trará benefícios a todos os seus moradores? Se a resposta for sim, quais esses benefícios? Não seria mais lógico, no caso da Cidade Maravilhosa, investir na infra-estrutura da mesma que tem problemas cantados aos quatro ventos?
Sei que muitos hão de defender a realização dos espetáculos esportivos (e eu também não sou contra!) mas não sei se temos ainda condições para tal. Acredito que o nosso país tem muito a resolver antes de tais projetos. Temos que primeiro arrumar a casa, para depois mostrá-la e receber os convidados...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Os tempos são outros (ou "A mudança dos tempos")
Sei que a frase é meio clichê, muitos a utilizam quando comparam o modo de vida de hoje em dia com os tempos passados, mas o sentido que quero dar a essa frase é completamente outro.
Tenho percebido que, nos últmos tempos, certas coisas tiveram seus tempos mudados: a adolescência vem cada vez mais cedo, ao passo que a velhice tem sido retardada de maneira mais intensa. As crianças estão deixando a infância para trás mais precocemente, essa infância vem seno trocada pela "pré adolescência" e as brincadeiras pueris, subtituídas por outras mais "adultas" e pelo cada vez mais precoce início de namoro...
Um outro fator que vem a comprovar essas observações é sobre a maternidade... hoje em dia, é muito mais comum percebermos um aumento no número de gestantes com idade outrora considerada de risco para a gravidez. Além do quê, as pessoas estão envelhecendo cada vez mais tardiamente!
Sei que alguns desses fatos refletem uma melhora na qualidade de vida das pessoas (não para todo mundo), mas isso pode também, ser um sinal de que, realmente, os tempos são realmente outros...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Educar deseducando...
Concordo que a televisão desempenha um papel fundamental na cultura de um país - sobretudo aqui no Brasil... o brasileiro é muito ligado à TV, tudo (ou quase) o que passa nas emissoras é motivo de discussão popular... as telenovelas, o futebol, programas de cunho jornalístico-informativo, enfim, toda variedade (por vezes de qualidade discutível) que a programação da televisão brasileira nos oferece. O problema é que, às vezes, a sensação de que tenho é que a televisão faz o papel de vilã... ela educa, deseducando.
Vivemos um período de intensa preocupação com o risco de contaminação pelo vírus H1N1, a popular gripe suína (não estou discutindo se a denominação está correta, deixo isso para os especialistas) e, uma das medidas sugeridas para evitar a propagação da temida doença é o uso de copos plásticos descartáveis para o consumo de líquidos, sobretudo de água. Ora, pergunto eu... se o problema é o compartilhamento de copos, por que não sugerir que cada um transporte seus próprios copos, pricncipalmente nas escolas? Para que produzirmos mais lixo? Resolve-se um problema (ou tenta-se resolver) e aumenta-se o outro!
Outra questão é a tão propagada Lei Antifumo (que proíbe o consumo de cigarros em ambientes fechados), criada no estado de São Paulo e rapidamente difundida em outros estados, como aqui, no Rio de Janeiro. Sobre a referida Lei, há uma imensa campanha de massificação desse dispositivo legal, pregando o respeito aos não-fumantes e todos aqueles discursos existentes na dicotomia fumantes x não-fumantes. Pois bem, a TV, que poderia aproveitar para fazer uma campanha maciça de redução no cosnumo dessa nociva substância, ao invés disso, cria alternativas para as pessoas fumarem em outros ambientes, ou ainda, outro dia, eu vi uma pessoa dando dicas de etiqueta sobre "sair para fumar"... não seria mais correto incentivar as pessoas a pararem de fumar?
Sei que, muitas vezes, a televisão produz programas extremamente educativos, mas tem horas, que as escolhas são uma verdadeira bola fora...
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