Um dos temas que mais tem causado polêmica nos últimos dias remete à questão da colocação de muros no entorno das favelas no Rio de Janeiro, sobre o pretexto de preservar o ambinete natural, degradado pelo crescimento populacional e imobiliário.
Nas grandes cidades, o aumento da população é cada vez mais latente e tornou-se um processo quase irreversível, porém, será que a simples colocação de cercas nos morros será o suficiente para a redução da destruição da natureza? Ou trata-se de mais uma medida segregacional às camadas menos favorecidas da população?
Os defensores deste projeto alegam que algo precisa ser feito para conter o avanço da degradação ambiental e que existem condomínios de luxo que também são cercados por grades. Bem, cabe ressaltar que, neste caso, trata-se de uma vontade dos moradores e não de uma imposição governamental, como nas favelas cariocas. Além do fato que todos sabemos - isto não acabará com o problema ambiental já existente, muito menos com a problemática da falta de unidades habitacionais (outro grave problema em nossos centros urbanos).
Em pesquisa recente, na Rocinha, cerca de 90% da população total se mostrou contrária à construção do muro, ou seja, poucos são aqueles que aprovaram a sugestão do governo.
Faz-se necessário uma melhor avaliação deste projeto, caso contrário, corremos os sério risco de transformarmos a nossa Cidade Maravilhosa em uma nova Berlim...

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