Calma. Antes que me crucifiquem, não estou fazendo apologia a nenhum tipo de legalização de entorpecentes ou qualquer coisa que seja considerada ilícita. Minha idéia é um pouco mais simples, vejamos então...
Neste mês (ou no passado, não tenho total certeza), o Presidente da República sancionou um decreto que autoriza a reforma da Língua Portuguesa, ou a participação do Brasil, no que tange às novas reformas da Última Flor do Lácio.
Minha sugestão é a seguinte: por quê não liberar tudo? A maior parte das pessoas (incluo-me nesse grupo) não dominam o nosso idioma - escrevem mal e falam pior ainda! É cada barbárie, cada assasínio à Língua Portuguesa, que seria muito mais fácil se resolvesse esse impasse com o seguinte decreto: Art. 1º. A partir dessa data, ficam abolidas todas as normas gramaticais em nosso idioma.
Imaginem quanto seria melhor para os Professores de Português. Não haveria mais com o que se escandalizar, ao ler pérolas como "a gente vamos"; "nós vai"; "pobrema", e outras maravilhas criadas por seus alunos.
E para o governo? Os índices de repetência escolar seriam reduzidos de maneira drástica, além da redução dos índices de analfabetismo, afinal de contas, o que tem de analfabetos funcionais por aí...
Lógico que isso tudo não passa de ironia, não será isso que resolverá os problemas relativos à educação em nosso país, sabemos que esse problema, para que seja resolvido, precisa de muita coisa ainda a ser feito, mas isso é tema para uma próxima crônica.
Não posso concordar (falando agora de maneira séria), com a violência sofrida pelo nosso idioma. Sei que a principal função da linguagem é a comunicação e que o importante é que ela ocorra perfeitamente, mas tem coisas que não dá para aturar!
Às vezes, até em órgãos da imprensa observamos um enorme desrespeito em relação às normas cultas da Língua Portuguesa, se bem que até para este humilde escritor seria mais fácil a vida (rsrsrsrs)...

Um comentário:
No fim das contas vamos todos voltar a falar dialétos primitivos, ou até mesmo ver em redações de vestibulares coisas como "cê" e "tamo". Já que estamos aderindo agora um palavriado mais simples e cada dia mais "americanizado", logo "the books is on the table" será uma frase bastante significativa!
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