domingo, 7 de setembro de 2008

Reclamo, logo existo...

O ser humano é um insatisfeito por natureza. Está sempre buscando coisas melhores para a sua vida (ainda bem que somos assim!), embora alguns se dêem por satisfeitos com sua situação. Em sum eterna busca pela plenitude, o homem (e a mulher também, é claro) se utiliza, enquanto ser insatisfeito, de um expediente bem próprio dos grupos humanos: a reclamação.
Reclama-se de tudo: do sol, da chuva, do calor, do frio, do salário, dos preços, do poder público (esse é o campeão em sofrer reclamações), enfim, enquanto ser humao, muda-se a frase: penso, logo reclamo.
Como dissemos, o poder público - sobretudo o governo - é disparadamente, o alvo principal das lamentações do povo. Se uma estrada não é asfaltada, reclama-se; se estão fazendo uma obra, reclama-se da mesma forma (por conta dos transtornos). Um dos esportes favoritos de grande parte da população é a reclamação à distância, com a variável da reclamação em altura (quando feita em brados).
O grande problema é que, quem escolhe os representantes do Legislativo e do Executivo somos nós! Se temos algo a reclamar, o nosso alvo seria as nossas próprias escolhas! Ou seja, temos que escolher melhor, sem pensar em interesses próprios, massim na coletividade, no bem-estar social.
As eleições estão à porta, temos uma grande chance para revertermos esse quadro... antes de reclamar, pense bem o seu voto, não o entregue a aqueles que não merecem, ou que já provaram não merecer. Pesquise anteriormente o passado de seus candidatos, para que não possamos, mais uma vez, reclamar e reclamar...

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